Acordo entre Lula, Alcolumbre e Motta destrava pautas no Congresso

Redação
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A retomada do diálogo direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), viabilizou acordos para a votação de propostas prioritárias do Palácio do Planalto no Congresso Nacional.

O entendimento contempla o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1, da PEC da Segurança Pública e da medida provisória voltada à isenção da tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como taxa das blusinhas. A previsão é que a medida provisória seja apreciada no plenário até quarta-feira (2), enquanto a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve analisar as PECs na próxima semana.

Para o Poder Executivo, as medidas possuem apelo eleitoral direto. Do lado dos parlamentares, a aproximação visa ganhos políticos e regionais. Motta busca a reeleição como deputado federal pela Paraíba e tenta viabilizar o apoio à pré-candidatura de seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos-PB), a uma vaga no Senado pelo mesmo estado, onde o PT formalizou até o momento apenas o apoio ao governador João Azevêdo (PSB).

Além das articulações estaduais, tanto Motta quanto Alcolumbre miram a reeleição para o comando de suas respectivas Casas legislativas em fevereiro de 2027. A manutenção no comando do Congresso exigirá suporte do campo governista, especialmente diante da concorrência com o Partido Liberal (PL), que almeja assumir a presidência do Senado para viabilizar pautas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A construção do alinhamento ocorreu de maneira gradual. A interlocução com Motta foi fortalecida após a negociação da PEC 6×1 na Câmara em maio e a aprovação de projetos sobre minerais críticos e incentivo a data centers, além de viagem conjunta ao Rio Grande do Norte em agosto. Com Alcolumbre, a relação havia sido estremecida após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, sendo restabelecida nas últimas semanas com a definição de aliados governistas na relatoria das matérias pendentes.

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