Augusto Cury propõe modelo semipresidencialista e cita Tarcísio em sabatina

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou, durante sabatina realizada no sábado (5), que pretende implementar um modelo semipresidencialista no país caso seja eleito. Segundo a reportagem do R7, o médico psiquiatra e escritor declarou que vem articulando a formação de uma equipe política com a presença de governadores e sugeriu um cargo similar ao de primeiro-ministro, citando inicialmente Tarcísio de Freitas.

O encontro foi organizado pelo grupo Derrubando Muros e liderado pelo sociólogo e investidor José Cesar Martins, contando com as presenças do jurista Miguel Reale Júnior, de João Amoêdo e do político Roberto Freire. Durante o evento, as perguntas abordaram a inexperiência de Cury na gestão pública e a condução da governabilidade em meio a pressões do Congresso Nacional.

Ao responder sobre a sustentação política, o postulante indicou que pretende delegar a articulação governamental. Cury afirmou já ter mantido conversas com os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), além de Ronaldo Caiado e Aldo Rebelo. Ao mencionar a chefia dessa coordenação, o candidato declarou: “Haveria um primeiro-ministro. O primeiro-ministro que eu já convidei seria o Tarcísio. Falei: ‘Tarcísio, eu quero alguém do seu perfil, vai ter que ser uma pessoa de alto nível’”.

No entanto, após ser questionado por Amoêdo sobre a vinculação de sua imagem ao bolsonarismo em um cenário polarizado, Cury recuou. O psiquiatra ponderou em seguida: “Não estou dizendo que vai ser o Tarcísio”, complementando que pensa “em alguém do perfil do Tarcísio”.

O debate também tratou de nomes para a condução da área econômica e do empresariado. A menção a Paulo Skaf gerou divergências com José Cesar Martins, levando o candidato a afirmar que reavaliaria a indicação. Para o setor econômico, Cury elencou como referências Mansueto Almeida — com quem afirmou já ter conversado —, Marcos Lisboa, Ilan Goldfajn e Armínio Fraga. Questionado sobre preferências entre diferentes correntes econômicas, ele descartou Guido Mantega e mencionou desgastes decorrentes de citações anteriores a Paulo Guedes.

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