Avanço eleitoral da extrema direita na Alemanha gera alerta em governos da Europa

Redação
Colunista
2 leitura mínima
Créditos/Reprodução Internet

A vitória expressiva do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt gerou apreensão em capitais europeias como Paris e Londres. Liderada regionalmente por Ulrich Siegmund, a sigla conquistou mais que o dobro dos votos da legenda de centro-direita do chanceler Friedrich Merz, segundo a cobertura do The New York Times.

Apesar do desempenho histórico, os resultados quase finais indicam que a AfD não alcançou maioria absoluta. Como os demais partidos declararam que não formarão coalizão com a legenda — que é monitorada pela inteligência alemã como grupo suspeito de extremismo —, a AfD pode não assumir o governo local. Contudo, o revés aprofundou a crise política em torno da liderança de Merz.

O avanço populista e anti-imigração na Alemanha reflete um movimento mais amplo que atinge outros países europeus diante da alta do custo de vida. Na França, onde Emmanuel Macron se prepara para deixar o cargo, pesquisas mostram Marine Le Pen na liderança da corrida presidencial. Analistas consultados pela reportagem apontam que uma eventual chegada de Le Pen ao Palácio do Eliseu abalaria as estruturas da União Europeia.

O cenário político no continente apresenta desfechos variados. Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni consolidou o governo mais longevo da história republicana recente, enfrentando pressão de setores ainda mais à direita. Por outro lado, a extrema direita enfrentou reveses pontuais no Reino Unido, com escândalos envolvendo Nigel Farage, e na Hungria, após a derrota eleitoral do partido do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán.

Compartilhe este artigo