Brasil aciona reciprocidade contra tarifas dos EUA e mercado financeiro tem novas perdas

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O governo federal iniciou a aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta a tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O processo começou com a análise do enquadramento das medidas pela Câmara de Comércio Exterior, acompanhada da notificação oficial a Washington pelo Itamaraty para a realização de consultas diplomáticas. A legislação autoriza restrições a importações, suspensão de concessões e limitações a direitos de propriedade intelectual, embora a prioridade inicial seja negociar a anulação ou redução dos impactos tarifários antes de possíveis sanções.

No cenário político e eleitoral, o senador Flávio Bolsonaro apresentou seu programa de governo à Presidência. A proposta inclui restrições a ações diretas de inconstitucionalidade, prioridade a julgamentos colegiados no Supremo Tribunal Federal (STF) e a extinção do foro privilegiado para parlamentares. O texto também defende metas de superávit primário, redução da dívida pública, extinção de ministérios e cargos comissionados, fim da reeleição no Executivo e alterações na maioridade penal.

Ainda no campo eleitoral, o registro da candidatura de Flávio Bolsonaro sofreu atraso temporário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constar filiação indevida ao partido Missão. O parlamentar alegou fraude, enquanto a legenda apontou uso indevido de credenciais por terceiros. O TSE descartou invasão do sistema e identificou acesso autorizado irregular. O presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, acionou a Polícia Federal e regularizou a filiação do candidato ao PL.

No mercado financeiro, o Ibovespa encerrou o dia com recuo de 0,23%, registrando a oitava queda consecutiva, sob influência de incertezas eleitorais, preocupações fiscais, juros altos e retirada de capital estrangeiro, que já soma cerca de R$ 7 bilhões em agosto. O dólar avançou pelo quarto dia seguido e encerrou cotado a R$ 5,1896.

No plano internacional, o governo dos Estados Unidos anunciou planos para expandir ações terrestres contra o narcotráfico na América Latina, em colaboração com países como Colômbia e Equador. A iniciativa integra uma coalizão liderada pela gestão de Donald Trump que reúne 19 nações.

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