Candidatos à Presidência apontam ajuste fiscal para reduzir juros no Brasil

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Os principais candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 apontam as altas taxas de juros como um dos maiores entraves ao crescimento econômico sustentável do país. De acordo com os programas de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os postulantes ao Planalto defendem o reequilíbrio das contas públicas para conter a dívida e viabilizar a redução das taxas, embora divirjam sobre os caminhos e a intensidade das reformas.

Segundo o plano da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa de juros atual promove concentração de renda. O programa propõe manter o arcabouço fiscal aprovado em 2023, garantir a continuidade do aumento real do salário mínimo até o limite de 2,5% ao ano e combater a chamada pejotização espúria, além de apoiar a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.

A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) defende um corte profundo de gastos da máquina pública para alcançar superávits primários e reduzir os juros. A proposta prevê a reformulação de regras fiscais, a redução de impostos sobre combustíveis e energia elétrica, a revisão da reforma tributária com redução da alíquota do IVA, além do corte de ao menos dez ministérios e a continuidade da reforma administrativa.

Ronaldo Caiado (PSD) estabelece em seu programa que a responsabilidade fiscal é condição para o crescimento. O plano propõe conter o avanço das despesas obrigatórias sem aplicar cortes lineares ou novos tributos, focar na revisão de subsídios e benefícios sem retorno e elevar o investimento total do país em direção a 25% do Produto Interno Bruto (PIB), associado a ganhos de produtividade.

A coligação de Renan Santos (Missão) defende a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de equilíbrio fiscal. O texto inclui a desindexação de benefícios previdenciários do salário mínimo, a desvinculação das receitas para saúde e educação e a substituição gradual do programa Bolsa Família por frentes de trabalho comunitárias.

Por fim, Romeu Zema (Novo) propõe um choque fiscal com contenção de despesas, privatização de estatais e alienação de imóveis públicos. Seu programa também defende uma reforma da Previdência com mecanismo automático de ajuste da idade mínima conforme a expectativa de vida, além da unificação de programas sociais e enxugamento da estrutura de ministérios e cargos comissionados.

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