Candidatos à Presidência apresentam propostas para a política externa do Brasil

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Os planos de governo dos cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República apresentaram diretrizes específicas para a política externa brasileira. Os documentos protocolados durante o registro de candidatura por Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) estabelecem metas para o comércio exterior e alianças internacionais.

Entre as convergências encontradas nas propostas, destacam-se a busca pela ampliação de parcerias comerciais, a abertura de novos mercados para exportações brasileiras e a defesa da soberania nacional, evitando alinhamentos automáticos guiados por ideologias.

Por outro lado, o posicionamento em relação ao Brics é um dos principais pontos de divergência. Enquanto Lula propõe o aprofundamento das relações com o bloco, Romeu Zema prevê a retirada do Brasil do grupo. Renan Santos sugere uma postura pragmática para diminuir a dependência em relação à China.

Principais propostas de cada candidato

  • Lula (PT): defende diversificar parcerias estratégicas, abrir novos mercados e aprofundar laços com países da África, Brics e G20. Também propõe reaproximação com Ásia, Oriente Médio e Europa, além de defender reformas no Conselho de Segurança da ONU e na OMC.
  • Flávio Bolsonaro (PL): propõe abertura comercial para bens de capital, tecnologia e insumos, visando evitar dependência excessiva em setores críticos. O plano inclui a adesão à OCDE, apoio do BNDES e da Apex para internacionalização de pequenas e médias empresas e atração de investimentos para a transição energética.
  • Ronaldo Caiado (PSD): foca na consolidação do acordo Mercosul-União Europeia, ampliação de mercados na Ásia, África e Indo-Pacífico, atração de investimentos e aumento da complexidade tecnológica das exportações, com mapeamento de dependências comerciais.
  • Renan Santos (Missão): sugere mediação de conflitos na África, parcerias com a Asean (destacando Vietnã e Filipinas), integração com nações de língua portuguesa (como Portugal, Angola e Moçambique), redução da dependência do dólar e atuação pragmática no Brics.
  • Romeu Zema (Novo): prevê a saída do Brasil do Brics, adesão à OCDE, flexibilização do Mercosul e restabelecimento de parcerias com membros do bloco, com foco na Argentina. Propõe ainda aproximação com a bacia do Pacífico e isenção de visto para turistas de países considerados seguros.
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