Candidatura de Renan Santos ganha apoio de parcela do mercado financeiro

Redação
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A pré-candidatura presidencial de Renan Santos, de 42 anos, pelo recém-criado partido Missão, tem atraído a atenção de uma parcela de gestores e economistas atuantes na região da avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Estreante em disputas eleitorais para cargos públicos, o ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) registra cerca de 4% das intenções de voto no primeiro turno, de acordo com o agregador de pesquisas da BBC News Brasil, figurando atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (41%) e Flávio Bolsonaro (34%).

Em transmissão ao vivo realizada no mês de junho, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro minimizou a movimentação ao afirmar que “o Renan Santos só está sendo o papel higiênico de gente da Faria Lima e de outros setores da sociedade”.

Aproximação com o setor financeiro

O movimento de apoio reúne nomes do mercado financeiro, como o economista Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central. Volpon declarou apoiar financeiramente o postulante e atuar na articulação com investidores. Em avaliação sobre a estrutura do novo partido, Volpon afirmou que “o partido me lembra muito o que o PT fez nos anos 1980, no sentido que eles têm uma ideologia, têm proposta, têm uma militância aguerrida”.

Outro interlocutor do candidato é o fundador da Vista Capital, João Landau. Durante evento do setor em julho, Landau defendeu que o teto eleitoral de Lula é inferior às projeções vigentes e destacou o perfil da candidatura do Missão, pontuando que “o Renan é um CEO e tem uma militância muito engajada”.

Divergências e ressalvas no mercado

A adesão à candidatura, contudo, não é homogênea na Faria Lima. O economista-chefe da Neo Investimentos, Luciano Sobral, analisa que a candidatura representa uma alternativa de terceira via com tração, embora considere incerto o tempo hábil para sua consolidação na disputa atual.

Por outro lado, o CEO e diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, pondera que o volume de eleitores no centro financeiro paulistano tem peso nulo na apuração nacional. De forma semelhante, o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, apontou ressalvas após encontros com o candidato, registrando que “não está claro qual é o projeto que ele tem na cabeça”.

Já o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, ressaltou que o setor financeiro é composto por perfis ideológicos diversos e descartou a existência de um entusiasmo generalizado em torno do nome de Renan Santos.

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