Colômbia mobiliza resgate no segundo dia após forte abalo sísmico

Redação
Colunista
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A Colômbia iniciou nesta terça-feira (11) o segundo dia de operações de busca e resgate após um terremoto de magnitude 7,4 atingir o país na segunda-feira (10). O abalo deixou mais de 100 mortos, dezenas de feridos e causou a destruição de diversos imóveis, segundo dados divulgados pelas autoridades regionais e serviços de emergência.

O presidente Abelardo de la Espriella declarou “situação de emergência” no país e afirmou que toda a estrutura governamental foi mobilizada para dar suporte às regiões atingidas. Conforme os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos, o sismo ocorreu às 7h34 no horário local (9h34 de Brasília), com epicentro próximo a San José del Palmar, no oeste colombiano. Trata-se do tremor mais intenso registrado na Colômbia neste século.

Nas cidades mais atingidas, o impacto provocou pânico e danos severos à infraestrutura. Em Cali, ao menos 20 estruturas foram destruídas com pessoas presas no interior, e o principal hospital público local perdeu “70% da infraestrutura”. Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, um prédio desabou e o prefeito Mauricio Salazar classificou o cenário como “crítico”. Na cidade de Manizales, uma das torres da catedral se desprendeu. Já na capital, Bogotá, prédios foram evacuados preventivamente, e o prefeito Carlos Galán informou a presença de apenas rachaduras superficiais em algumas edificaçõess.

O tremor repercutiu em países vizinhos, sendo sentido no Equador, Panamá, Venezuela e em partes do Brasil. Governos do México, Chile, El Salvador e Israel ofereceram ajuda humanitária. A União Europeia ativou o serviço de satélites Copernicus para auxiliar no mapeamento das operações. Eventos esportivos, incluindo partidas das Copas Libertadores e Sul-Americana previstas no país, foram adiados.

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