Estados unidos ampliam bombardeios contra o irã após mortes de militares no oriente médio

Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Ofensiva visa reduzir capacidade iraniana e homenagear soldados.

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram uma nova série de ataques aéreos contra o Irã na noite deste domingo (19), marcando a nona ofensiva consecutiva contra o país. A ação, coordenada pelo Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), ocorre em resposta à morte de militares americanos no Oriente Médio e tem como alvo estruturas ligadas à força militar iraniana na região.

A escalada de tensões se intensificou após a morte de dois militares americanos em um ataque iraniano a uma base dos EUA na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), com um terceiro militar declarado desaparecido após a ofensiva. No sábado (18), outro militar americano perdeu a vida no norte do Iraque durante a detonação controlada de uma munição não detonada, que o Centcom atribuiu a um “drone iraniano de ataque unidirecional abatido”, deixando um segundo militar ferido.

O Centcom justificou os bombardeios afirmando que eles têm o objetivo de reduzir a capacidade militar do Irã, utilizada em ataques contra embarcações comerciais e civis que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz. A declaração oficial enfatizou que “os bombardeios continuarão com o objetivo de degradar as capacidades militares iranianas utilizadas em ataques contra embarcações comerciais e marítimos civis que transitam pelo Estreito de Ormuz”. Em meio a essa intensificação, o jornal “The New York Times” relatou que os Estados Unidos começaram a enviar mais aviões de guerra para o Oriente Médio, um movimento que sugere um risco de agravamento do conflito.

Após os ataques, o ex-presidente Donald Trump, em entrevista à NewsNation, declarou que a ofensiva buscava homenagear os americanos mortos e afirmou que os EUA atingiram o Irã de forma “muito dura”. Ele lamentou as perdas, dizendo: “Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país”. Do lado iraniano, o líder supremo Aiatolá Mojtaba Khamenei acusou os Estados Unidos de descumprirem compromissos assumidos em um cessar-fogo de junho, afirmando que a assinatura de um presidente americano “não tem valor nem credibilidade”. Teerã também anunciou no sábado (18) a suspensão de seus compromissos do acordo, enquanto a Guarda Revolucionária declarou ter atacado instalações ligadas aos EUA no Kuwait, incluindo o Campo Arifjan e a Base Aérea de Ali Al Salem.

As Forças Armadas dos EUA encontraram neste domingo restos mortais não identificados no local dos ataques na Jordânia, com exames em andamento para confirmar a identidade. O Centcom não divulgou os nomes dos militares mortos e feridos. Além disso, quatro militares foram levados a hospitais jordanianos e já receberam alta, enquanto outros avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço. A sequência de eventos e as declarações de ambos os lados indicam uma escalada contínua das hostilidades, com potenciais implicações para a estabilidade regional e global.

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