O Partido Missão realizou sua convenção partidária nesta segunda-feira (20), oficializando a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. O evento, que ocorreu em formato online e sem transmissão pública, foi antecipado por orientação da equipe de segurança da pré-campanha. A medida foi tomada em resposta a uma escalada de ameaças atribuídas a facções criminosas, visando garantir a integridade do processo e do próprio candidato.
A decisão de adiantar a convenção reflete um cenário de preocupação com a segurança do pré-candidato. Segundo o próprio Renan Santos, a equipe de segurança recomendou a antecipação após a identificação de ameaças crescentes. Este contexto de vulnerabilidade levou o partido a ajustar seu cronograma, priorizando a proteção de seu representante em meio a um ambiente político cada vez mais desafiador.
Renan Santos relatou ter sido alvo de diversas ameaças, que o levaram a interromper uma agenda de compromissos no Ceará. Ele afirmou ter recebido intimidações de duas facções criminosas distintas durante sua passagem pelo estado. Além disso, o ativista político mencionou novos episódios de ameaça em São Paulo, cidade onde reside, e no Rio de Janeiro, onde teria sido alvo durante uma atividade pública, evidenciando a amplitude das intimidações.
Com a formalização de sua candidatura, a segurança de Renan Santos e dos eventos relacionados à sua campanha ganha um novo patamar. A Polícia Federal poderá agora atuar na proteção do evento nacional de lançamento da campanha, que está agendado para o dia 1º de agosto. Este lançamento contará com a presença de diversas lideranças do Partido Missão e será a ocasião para a apresentação do “Livro Amarelo”, documento que deve detalhar as propostas e diretrizes da plataforma política do candidato.
Renan Santos, de 42 anos, é uma figura conhecida no ativismo político e no meio empresarial. Ele é cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014, e foi uma das lideranças da “Marcha pela Liberdade”, que em 2016 percorreu o trajeto de São Paulo a Brasília em defesa do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Paulistano, cursou Direito na USP sem concluir a graduação. Em 2024, fundou o Partido Missão, que alcançou um recorde de mais de 800 mil assinaturas para sua criação entre novas legendas no país, consolidando sua posição como candidato à Presidência da República para as eleições de 2026.