Em entrevista concedida à TV Globo nesta quarta-feira (26), o candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, defendeu a destinação de R$ 6 bilhões para a construção de presídios federais e a implementação de um regime de exceção em favelas para combater o crime organizado.
Segundo o candidato, a proposta prevê a construção de dez novas penitenciárias federais, cada uma com capacidade estimada entre 30 mil e 40 mil vagas. O projeto representaria a criação de 300 mil a 400 mil vagas no sistema carcerário. Atualmente, as cinco unidades de segurança máxima federais em operação totalizam 1.040 vagas destinadas a presos de alta periculosidade.
“Só na parte de presídio, R$ 6 bilhões nós precisamos fazer para abrir vagas e construir dez presídios, cada um de 30 mil a 40 mil vagas. O processo precisa se iniciar desde já”, afirmou Renan Santos durante a sabatina.
O presidenciável sustentou que o país vive um conflito contra facções e estimou que cerca de 40 milhões de brasileiros estão sob influência direta ou indireta de grupos criminosos. Para enfrentar o cenário, ele defendeu alterações na Lei de Execução Penal para endurecer regras aplicadas a integrantes de organizações criminosas.
Ao ser questionado sobre o modelo de segurança pública implementado em El Salvador pelo presidente Nayib Bukele, Renan confirmou a intenção de adotar medidas semelhantes no Brasil por meio de regimes especiais temporários.
“Vou dar um exemplo: a ideia de enfrentamento usando um regime especial — aqui, o estado de defesa em áreas dominadas pelo crime — eu vou adotar. Vai ter um regime de exceção em favelas para eu retomar a favela”, disse o candidato.
Renan Santos, de 42 anos, é empresário, ativista político e cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL). Esta é a sua primeira disputa presidencial pela legenda Missão, criada em 2025. O plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclui ainda o conceito de “Direito Penal do Inimigo”, a meta de erradicar favelas em dez anos, o corte de despesas públicas por meio de emenda constitucional e a reestruturação de benefícios sociais.