Trump ameaça atacar Omã caso país interfira em negociações no Estreito de Ormuz

Redação
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Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã caso o país interfira nas negociações relativas ao Estreito de Ormuz. Em entrevista por telefone à Fox News na segunda-feira (17), o mandatário norte-americano afirmou que Washington atacará o território omanense “com força total” caso ocorra interferência nas tratativas.

Horas após a entrevista, em declaração no Salão Oval da Casa Branca, Trump voltou a criticar Mascate e declarou que os Estados Unidos poderiam lidar com o governo local “muito facilmente”. As declarações contrastam com a relação histórica entre os dois países, baseada em um tratado de amizade e navegação de 1833 e em um acordo de cooperação militar de 1980, que garante às forças norte-americanas acesso a portos, aeroportos e instalações em Omã.

O atrito decorre dos diálogos entre Omã e Irã para a reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, afetado pelo conflito na região. Teerã afirma que um memorando firmado com Washington lhe confere o direito de administrar parte do fluxo marítimo e negocia a ordenação de rotas com Mascate. Os Estados Unidos, por sua vez, rejeitam termos que reconheçam o controle iraniano sobre a hidrovia.

Esta não é a primeira advertência feita pelo presidente norte-americano ao país árabe. Em maio, durante discussões sobre uma proposta de gestão conjunta da via marítima entre iranianos e omanenses, Trump já havia afirmado que Omã precisaria “se comportar”, sob risco de sofrer ação militar.

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, concentrando historicamente cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. A movimentação caiu expressivamente com a guerra: segundo dados citados pela Reuters, apenas cinco embarcações cruzaram o estreito em um sábado recente e nenhuma no domingo seguinte.

A escalada ocorre após o término do prazo de 60 dias estabelecido em um acordo provisório entre Washington e Teerã para tratar do programa nuclear, do conflito e da circulação em Ormuz. Trump descartou estender as negociações e declarou que o Irã deveria erguer uma “bandeira branca de rendição”, enquanto o governo iraniano sinaliza a retomada de postura militar ofensiva caso suas demandas não sejam contempladas.

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