Lula critica emendas parlamentares e Flávio Bolsonaro intensifica ataques ao STF

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

Os pré-candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) direcionaram suas estratégias recentes de campanha ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No programa de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Lula propõe enfrentar o atual sistema de emendas parlamentares. O documento define os repasses impositivos e o orçamento secreto como uma “grave distorção na elaboração e gestão do orçamento federal”, afirmando que tais mecanismos “sequestram o orçamento público, dispersam os recursos e reduzem a eficiência alocativa”.

O plano de governo prevê a criação do Ministério da Segurança Pública apenas após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado Federal. O texto também cita o diálogo com senadores para avançar com a PEC que trata do fim da escala de trabalho 6×1. Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a revisão das emendas visa debater atribuições constitucionais e não significa confrontar o Legislativo.

Em outra frente, o senador Flávio Bolsonaro intensificou as críticas ao STF, concentrando o discurso no ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar classificou como “desumana, insana e injusta” a decisão do magistrado que indeferiu o pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no Dia dos Pais, tomada após o descumprimento de restrições judiciais impostas pela Corte.

Durante agenda em Itapetininga (SP), o senador defendeu a indicação de ministros para o STF que “respeitem a Constituição, não usem a máquina pública para enriquecer e respeitem o dinheiro do contribuinte”. Flávio Bolsonaro também agendou reuniões em Brasília com postulantes de direita ao Senado, Casa responsável por analisar eventuais processos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal.

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