Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram suas propostas para o setor de segurança pública durante os atos de abertura de suas campanhas eleitorais, realizados neste domingo (16).
Em Copacabana, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro defendeu medidas punitivas mais severas. O candidato propôs a classificação de facções criminosas como PCC e Comando Vermelho, além de milícias, como grupos terroristas, a redução da maioridade penal para 16 anos e a castração química para condenados por estupro. Ele também defendeu o aumento de penas para roubo de celular e prometeu cortes de gastos públicos.
“A gente vai fazer um governo com responsabilidade, a gente vai meter o cacete nos vagabundos. PCC e CV vai ser classificado como terrorista, vamos fazer redução da maioridade penal. Estuprador de mulher vai ter que sofrer castração química e é daí pra frente porque quem tem que andar seguro na rua são os brasileiros, não os bandidos”, declarou Flávio durante o discurso.
Já o presidente Lula realizou seu ato no Estádio Municipal 1° de Maio, em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC paulista, local histórico de sua atuação sindical entre 1978 e 1980. Em discurso de aproximadamente 40 minutos, o petista prometeu criar o Ministério da Segurança Pública caso o Senado aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
“Se a PEC for aprovada, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública para dividir a responsabilidade com estados e municípios, para libertar o povo prendendo todo mundo que acha que é dono de uma favela. Mas, para isso, preciso mudar a Constituição”, afirmou Lula.
Lula também argumentou que o investimento em educação é prioritário e mais eficiente contra a criminalidade do que a ampliação de presídios. O mandatário destacou dados de apreensão de recursos do crime organizado em sua gestão em comparação ao governo anterior e ressaltou a presença de discursos femininos no palco principal, incluindo o da primeira-dama Janja da Silva.