A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) declarou nesta quarta-feira (19) que está preparada para “enfrentar qualquer ameaça” e proteger os países-membros da aliança. O posicionamento ocorre após a divulgação de informações de que o regime do Irã teria avaliado a possibilidade de atacar instalações militares dos Estados Unidos situadas em território europeu, na hipótese de o presidente Donald Trump intensificar ações de conflito.
A informação original foi veiculada pelo jornal britânico Financial Times, que citou interlocutores próximos ao governo iraniano sobre a análise dessas investidas militares preventivas ou em retaliação.
Em declaração à CNN, uma autoridade da Otan enfatizou a postura defensiva da organização militar e relembrou episódios ocorridos no início do ano, quando sistemas de defesa aérea interceptaram mísseis balísticos em direção à Turquia em quatro ocasiões distintas. Segundo o representante, a postura de dissuasão e defesa da aliança permanece sólida e eficaz.
Na ocasião dos lançamentos relatados em março, o governo iraniano negou a autoria dos disparos contra o território turco. O período também registrou ataques com drones direcionados ao Chipre.
Ocorrência no espaço aéreo da Letônia
Paralelamente às tensões no Oriente Médio, caças em missão de policiamento aéreo da Otan abateram um drone que invadiu o espaço aéreo da Letônia, país integrante da aliança e da União Europeia. O episódio ocorreu na madrugada de sexta-feira (14), conforme comunicado pelas Forças Armadas letãs na rede social X.
Após a interceptação da aeronave não tripulada, as autoridades locais suspenderam o alerta de ameaça aérea nas regiões fronteiriças com a Rússia. Os órgãos de defesa da Letônia não detalharam a procedência ou as especificações do artefato neutralizado.