Suprema Corte dos EUA autoriza temporariamente obras de salão de baile na Casa Branca

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma permissão temporária para que o governo de Donald Trump dê continuidade às obras do projeto de um salão de baile na Casa Branca. A decisão suspende provisoriamente uma ordem judicial anterior que havia paralisado a maior parte da construção na superfície.

A medida, classificada como uma suspensão administrativa, oferece aos magistrados mais prazo para avaliar a solicitação formal da administração para prosseguir com o empreendimento, orçado em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,57 bilhões). O caso é alvo de um processo judicial movido pela organização sem fins lucrativos National Trust for Historic Preservation (Fundo Nacional para a Preservação Histórica), que tenta barrar as intervenções.

Em petição enviada à corte em 14 de agosto, advogados do Departamento de Justiça sustentaram que a obra é uma “necessidade de segurança”, mencionando ameaças recentes e tentativas de assassinato contra o presidente. No documento, os defensores afirmaram que o processo envolve uma liminar ilegal contra um complexo militar integrado que inclui o salão de baile na Ala Leste.

Segundo o governo, a estrutura abrange 8.360 metros quadrados na superfície e um extenso setor subterrâneo com abrigos antibombas, instalações médicas e defesas contra mísseis e drones. O Departamento de Justiça informou que 65% do projeto geral da Ala Leste já está concluído.

A ação foi iniciada pela entidade de preservação após a demolição da antiga Ala Leste sem autorização expressa do Congresso. Em 7 de agosto, o Tribunal de Apelações do Circuito de D.C. havia confirmado a decisão de primeira instância que proibia obras na superfície, sustentando que “cada presidente é um inquilino temporário, e não o proprietário, da Casa Branca” e destacando que argumentos de segurança não autorizam descumprir a legislação.

A Ala Leste original foi erguida em 1902, no mandato de Theodore Roosevelt, e ampliada em 1942, sob a gestão de Franklin Roosevelt, abrigando historicamente o cinema da residência oficial e os escritórios da primeira-dama.

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