Cármen Lúcia surge como voto decisivo em eventual análise do STF sobre Moraes

Redação
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A ministra Cármen Lúcia busca uma saída antecipada do STF

A ministra Cármen Lúcia desponta como um potencial voto decisivo caso o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) seja chamado a analisar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do caso Banco Master.

De acordo com levantamento divulgado pelo portal Poder360, ministros da Corte se dividem sobre a viabilidade da apuração. O cenário atual aponta quatro magistrados favoráveis à investigação — Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça — e três contrários — Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. A posição de Cármen Lúcia é tida como indefinida.

A apuração ressalta que o placar reflete um levantamento de bastidor e não decorre de votação ou de posicionamentos formalizados publicamente pelos integrantes do STF. Além disso, existe a expectativa de que Alexandre de Moraes e Dias Toffoli se declarem suspeitos se a pauta for submetida ao plenário, embora os pedidos de impedimento ainda não tenham sido protocolados formalmente no processo.

Em uma eventual votação com a ausência de Moraes e Toffoli, um voto de Cármen Lúcia contrário à investigação levaria a um empate por 4 a 4, desfecho que beneficiaria Moraes. No entanto, o resultado depende da composição efetiva da sessão e das manifestações oficiais que ocorrerem durante o julgamento.

O ministro André Mendonça, relator do processo, solicitou que o tema seja analisado pelo plenário e prevê concluir seu relatório no início da próxima semana. Caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, estipular os trâmites institucionais e pautar a matéria, inexistindo até o momento uma data fixada para a deliberação.

A discussão transcorre em meio a divergências internas sobre atos praticados por Mendonça no caso Master. Interlocutores próximos a Moraes sustentam deter maioria para invalidar determinações do relator, ao passo que Mendonça defende a continuidade das medidas. Na quarta-feira (2), Fachin informou que os acontecimentos exigem encaminhamento institucional e declarou que analisa tanto os questionamentos à atuação de Mendonça quanto os dados reunidos pela Polícia Federal.

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