Lula e Flávio dosam ataques e propostas em debate da TV Globo

Redação
Colunista
3 leitura mínima
Flávio e Lula apostam em "onda" favorável na reta final

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao último debate do segundo turno, marcado para esta sexta-feira (23) na TV Globo, sob pressão decorrente do empate registrado na pesquisa Datafolha. O cenário de indefinição pode modificar a previsão inicial de manter um debate estritamente propositivo.

Divulgado na quinta-feira (22), o levantamento do Datafolha apontou ambos os candidatos com 50% dos votos válidos. A sondagem ouviu 2.520 eleitores entre 20 e 22 de outubro, possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Segundo informações de integrantes do PT e do PL, as equipes avaliam que suavizar questionamentos sobre denúncias e investigações pode não ser a melhor alternativa diante do quadro apertado. O desafio das campanhas consiste em apontar pontos frágeis do oponente sem recorrer à agressividade excessiva, de modo a não afastar o eleitorado de centro e os indecisos. Há também a preocupação com o desestímulo do eleitor, fator que poderia ampliar as abstenções.

A preparação de Flávio Bolsonaro prevê postura menos provocativa do que a demonstrada no debate da TV Bandeirantes, com foco em respostas diretas e apresentação de propostas nas áreas de economia popular, custo de vida, saúde, segurança pública, apoio a mulheres e manutenção de benefícios sociais.

Já a equipe de Lula busca priorizar o legado governamental e propostas futuras, após aliados avaliarem que o petista participou de um embate excessivamente acusatório no confronto anterior, o que desagradou eleitores independentes. O comportamento e a movimentação no palco também integraram os treinos do candidato.

Apesar da tentativa de moderação, os dois lados devem adotar a chamada “estratégia do Google”, estimulando o público a buscar episódios controversos do adversário na internet. Flávio deve mencionar o escândalo do INSS e declarações da lobista Roberta Luchsinger, enquanto Lula planeja abordar relações do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e com o advogado Willer Tomaz, além de votos e declarações do rival sobre programas sociais.

Compartilhe este artigo