Moraes bloqueia até R$ 6 bilhões e quebra sigilos do advogado Willer Tomaz

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens móveis, imóveis, aeronaves e embarcações do advogado Willer Tomaz. A decisão abrange a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão de passaportes e da paralisação de atividades econômicas e financeiras de todas as empresas ligadas ao investigado.

As instituições financeiras receberam prazo de 24 horas para fornecer os dados bancários de Tomaz e da empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A ordem judicial também exige a identificação de todos os autorizados a realizar transações, incluindo co-titulares anteriores e atuais. Órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foram notificados para efetivar as sanções patrimoniais.

De acordo com a Polícia Federal (PF), Tomaz é investigado por suspeita de participação em desvios de recursos no INSS e por suposto uso de empresas de apostas esportivas (bets) para lavagem de dinheiro ilícito. Uma das plataformas sob suspeita, a Best Bet, teria o senador Flávio Bolsonaro (PL) como sócio oculto por meio da Alcazar Holdings. Conforme apontado pela PF em apuração revelada pela revista piauí, o parlamentar teria mantido acesso à conta dessa companhia como “usuário master” até meados de 2025. Tanto Tomaz quanto Bolsonaro negam a existência dessa sociedade.

As medidas cautelares foram deferidas após a PF constatar que Tomaz viajou para Miami, nos Estados Unidos. A saída do país ocorreu depois de ele ter sido alvo, em agosto, de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares em aposentadorias do INSS. Segundo os investigadores, a permanência no exterior levantou preocupações quanto ao risco de destruição de provas ligadas a empresas e fundos internacionais.

A defesa de Willer Tomaz declarou que a decisão judicial é “desproporcional” e eleitoreira, refutando qualquer ligação do advogado com irregularidades ou fraudes cometidas contra o INSS.

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