O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) definiram o início oficial de suas campanhas eleitorais com foco nos três maiores colégios eleitorais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Juntos, os três estados concentram 65,5 milhões de eleitores, o que corresponde a 42% do eleitorado nacional.
Lula prevê o lançamento de sua campanha em São Bernardo do Campo (SP), no Sindicato dos Metalúrgicos, local onde começou sua trajetória política. Na sequência de sua primeira semana de campanha, o petista terá compromissos em Minas Gerais na sexta-feira (21) e no Rio de Janeiro no sábado (22).
Do lado de Flávio Bolsonaro, a largada da campanha ocorrerá no Rio de Janeiro, no domingo (16). No dia seguinte, o senador cumprirá agenda em Minas Gerais, com passagens por Belo Horizonte e Juiz de Fora — município onde seu pai, Jair Bolsonaro, foi alvo de uma facada na campanha de 2018.
Estratégias e redes sociais
O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a tática para atrair indecisos será comparar as gestões petistas com o governo de Jair Bolsonaro: “São 18 anos de PT. Vamos mostrar as oportunidades que nós perdemos, comparar os nossos governos. A questão econômica, dos preços dos alimentos, da visão de país. Mostrar como a irresponsabilidade fiscal afeta vida das pessoas, a questão da segurança pública, a corrupção em cima do próprio entorno do PT, que é um filme ruim que se repete”, pontuou.
Marinho também ressaltou o papel das redes sociais no engajamento da direita e declarou que críticas de militantes ao Supremo Tribunal Federal (STF) são uma cobrança para que o tribunal atue estritamente dentro de seu papel constitucional.
Já o coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, declarou que o foco estará nas entregas do governo: “O convencimento será feito no dia a dia, nos territórios, conversando olho no olho e nas redes sociais sobre as entregas do Presidente Lula ao longo desses três anos e meio”. Edinho também defendeu maior fiscalização sobre plataformas digitais e responsabilização por conteúdos ilegais perante o avanço da inteligência artificial.
Segurança pública
No campo da segurança, Edinho Silva apontou o trabalho de asfixia financeira a facções, a apresentação da PEC da Segurança Pública, a sanção da Lei Antifacção e a revogação de decretos de flexibilização de armas de fogo, além da ampliação do combate ao feminicídio.
Por sua vez, o plano de Flávio Bolsonaro inclui enquadrar facções criminosas e milícias como organizações “narcoterroristas”, reduzir a maioridade penal para 16 anos (e para 14 anos em casos de crimes graves) e construir cinco novos presídios federais nos moldes de El Salvador para integrar o complexo “TREVA”. Para a proteção de mulheres, a proposta prevê monitoramento de agressores por tornozeleira eletrônica, mecanismo já presente na Lei Maria da Penha.
Saúde
Na área da saúde, a campanha petista ressaltou a recuperação dos índices de vacinação no atual mandato e direcionou críticas à gestão da pandemia pelo governo anterior.