André Mendonça nega ter recebido terno de empresário Daniel Vorcaro

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter recebido um terno de presente do empresário Daniel Vorcaro. A manifestação ocorreu após a divulgação de um áudio em que o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, cita uma ida a uma alfaiataria ao lado do magistrado. As informações foram reveladas pelo jornalista Paulo Motoryn, na newsletter “Noites Húngaras”, com dados de O Globo.

De acordo com os relatos, Soares enviou a Vorcaro uma fotografia em que aparece junto a Mendonça em 8 de fevereiro de 2025. Na gravação encaminhada na sequência, o advogado declarou: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco [alfaiataria] agora, pra fazer um terno”.

Em nota oficial, o ministro afirmou que Vorcaro ou qualquer outra pessoa não lhe deu a vestimenta mencionada. Mendonça confirmou ter se reunido “uma única vez” com o empresário, em março de 2025, ressaltando que o diálogo ocorreu “por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo”. O magistrado informou ainda ter recebido o defensor de Vorcaro naquele mesmo mês.

Procurada, a assessoria de Ciro Soares declarou que agendar reuniões com integrantes do Judiciário é uma prática rotineira e necessária no exercício da advocacia, assegurando a inexistência de irregularidades nos contatos mantidos.

A defesa destacou também que, em fevereiro de 2025, Vorcaro não respondia a investigações e Mendonça não atuava como relator de processos relativos ao empresário. O ministro passou a relatar o caso do Banco Master somente em 2026, cerca de um ano depois do episódio citado.

“Não faz sentido, portanto, estabelecer qualquer conexão entre as duas situações”, pontuou a assessoria jurídica, que também classificou a divulgação da conversa como uma quebra ilegal do sigilo entre advogado e cliente, em desacordo com o direito de ampla defesa.

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