Trump e Delcy Rodríguez conversam em Nova York pela primeira vez

Redação
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Créditos/Reprodução Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se nesta terça-feira (22) com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Nova York. O diálogo ocorreu nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e teve a confirmação divulgada à AFP por uma fonte da Casa Branca.

Este é o primeiro contato presencial entre os dois líderes desde que Rodríguez assumiu o comando do Executivo venezuelano, após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro e de sua esposa em uma ação militar conduzida pelos Estados Unidos em 3 de janeiro. De acordo com a Reuters, a conversa foi realizada durante uma recepção diplomática oferecida por Trump a chefes de Estado e delegações estrangeiras.

A viagem representa a primeira ida oficial de Rodríguez a território americano no exercício da Presidência interina. O cronograma prevê seu pronunciamento perante a Assembleia Geral nesta quarta-feira (23). A comitiva venezuelana conta com o vice-presidente da área econômica, o ministro do Petróleo e representantes da estatal PDVSA.

Segundo informações apuradas pela Reuters, a representação de Caracas busca posicionar a Venezuela como polo receptor de investimentos externos. Nos dias anteriores, integrantes do grupo mantiveram reuniões com autoridades governamentais dos Estados Unidos, executivos privados, credores e entidades multilaterais para tratar de energia, exploração mineral e renegociação da dívida pública.

A aproximação mantida por Trump com Rodríguez, que atuou como vice-presidente na gestão anterior, tem gerado contestações por parte da oposição venezuelana chefiada por María Corina Machado. Opositores sustentam que o governo norte-americano priorizou interesses econômicos e acordos no setor energético em detrimento da exigência de um calendário para eleições livres. Na noite de terça-feira, a equipe de Machado comunicou que ela foi impedida de regressar à Venezuela.

Em pronunciamento na tribuna da ONU, Trump voltou a se referir a Maduro como um “ditador fora da lei”, afirmou que centenas de detidos por motivações políticas ganharam a liberdade após a detenção do antigo mandatário e justificou a ação militar como demonstração da capacidade de defesa de interesses estratégicos no Hemisfério Ocidental.

Trump também mencionou a parceria petrolífera firmada entre Washington e Caracas no mês anterior, classificando a iniciativa como “talvez o maior acordo já feito”, com a meta declarada de incentivar aportes de US$ 100 bilhões na infraestrutura petrolífera do país sul-americano.

A estadia da presidente interina provocou mobilizações diante da sede da ONU, reunindo mais de 50 manifestantes com cartazes exibindo dizeres como “Sem voto, sem petróleo” e “Novo rosto, mesmo regime”. Maduro permanece detido em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York, onde aguarda julgamento sob acusações de narcotráfico.

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